






O ex-reitor Timothy Martin Mulholland está processando Catharina Lincoln, estudante de Serviço Social e membra da "Chapa 1 - Apenas Começamos", que concorre às eleições do DCE/UnB (dias 05 e 06/05/2009). O objetivo é tentar desestabiliar o grupo de estudantes que até hoje exige uma apuração mais rígida tanto dentro como fora da Universidade de Brasília e, com isso, impedir novos pronunciamentos nos jornais a respeito do caso.
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O ex-reitor da UnB, Timothy Mulholland, cansou de ser vidraça e decidiu virar estilingue. Entrou na semana passada com interpelação judicial na 4ª Vara Criminal do DF contra a estudante Catharina Lincoln, diretora do centro acadêmico da Universidade.
Ele resolveu partir para o ataque depois de ler a seguinte declaração da aluna aos jornais: “Somos contra ele dar aulas depois de tudo o que fez. Ele desviou verbas da pesquisa e está dando uma disciplina de pesquisa”. O professor quer que a estudante prove o desvio de verbas.
Lavando a honra
Bem ao estilo do ex-secretário-geral do governo FHC, Eduardo Jorge, o ex-reitor da UnB ensaia processar quem o acusa sem provas. Timothy voltou a dar aulas mês passado. Há quase um ano, deixou a direção da Universidade sob uma saraivada de acusações de ter torrado dinheiro público para decorar com móveis de luxo o apartamento funcional que ocupava. Ganhou o apelido de Sultão da UnB.
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E Mais: Justiça rejeita denúncia contra ex-reitor da UnB!
http://www.conjur.com.br/2009-abr-16/justica-rejeita-denuncia-desvio-recursos-ex-reitor-unb
O decreto (nº 6096, que instituí o Plano de Reestruturação das Universidades) não foi discutido com a comunidade universitária em geral, e se agrava pelo fato de ser uma expansão que pretende ampliar as já precárias condições da universidade sem aumentar, na proporção necessária, o investimento.
Junto aos Diretórios de todo o país, o DCE UnB se colocou na luta contra esse decreto. Acreditamos que é necessário prosseguir, afinal boa parte do conteúdo do projeto aprovado pela nova reitoria segue o mesmo, como pudemos notar no caos da matrícula, na falta de salas de aula (cerca de 6% de disciplinas sem sala de aula), falta de estrutura na biblioteca, falta de condições para moradia, estrutura insuciente no RU.
Na Ceilândia, os estudantes têm os laboratórios fechados porque não há energia; em Planaltina, não há espaço para os Centros Acadêmicos, falta espaço para salas de aula e não há condições de permanência para estudantes de baixa renda – como moradia, alimentação e o auxílio de bolsas.
Os concursos de professores ‘liberados’ pelo MEC já sofrem corte e atraso na agenda de homologação, inscrição e contratação. O montante para reformas e construções, que já era insuficiente, já sofreu uma redução de 27 milhões este ano (dados retirados do site da reitoria).
Diante de tudo isso nós defendemos uma expansão de qualidade na UnB e a construção de um novo projeto de expansão, com verbas, planejamento e mais participação e engajamento da comunidade universitária na sua elaboração.


Doutores da Alegria, do HUB. Um belíssimo exemplo de trabalho social e, mais do que isso, de integração universidade/comunidade. 






Queremos um DCE pautado na Diversidade, capaz de responder às necessidades e discussões pautadas em nossa sociedade atualmente. A universidade pública deveria estar na linha de frente no combate ao racismo, machismo e homofobia, mas por vezes segue reproduzindo desigualdades e opressões. A nossa chapa participará na construção desta luta diária, e para isso defendemos:
- Criação de uma coordenadoria de Combate às Opressões no DCE, que organize seminários, debates e atividades;
- Abrir o diálogo com o Klaus, Confessionário, Enegresser e demais movimentos organizados da universidade, visando construir espaços de discussão sobre preconceito e opressão dentro da UnB;
- Debates sobre cotas raciais e cotas sociais;
- Lutar por políticas de permanência específicas para estudantes cotistas;
- Lutar por melhorias de programas institucionais, como o PPNE (Programa de Apoio a Portadores de Necessidades Especiais);
- Organizar palestras, ocinas e campanhas de mobilização com as temáticas citadas.
Operários (1933), de Tarsila do Amaral
Polícia Militar chegou a ser acionada para impedir que documentos fossem retirados da FINATEC e colaborar com uma queima de arquivos. 


Abaporu, de Tarsila do Amaral
